Abordagem Marotta
O direito entra
antes do conflito.
Não para imobilizar a operação, mas para dar forma às decisões que ela já precisa tomar. A segurança nasce da coerência entre princípio, comunicação, conduta e registro.
Princípio 01
Estruturar é diferente de acumular documentos.
Um contrato pode estar tecnicamente correto e ainda assim descrever uma rotina que a clínica não pratica. Um termo pode listar riscos e não demonstrar que o paciente realmente os compreendeu. A abordagem começa observando a operação, não escolhendo modelos.
“O que sustenta uma decisão não é um documento isolado. É a coerência do sistema que existe ao redor dele.”
Princípio 02
Consentimento é uma forma de dividir responsabilidade.
Quando o paciente compreende alternativas, limites e incertezas, a decisão deixa de ser apenas uma indicação recebida. Torna-se uma escolha construída. O jurídico organiza essa informação sem invadir a relação clínica.
Princípio 03
Boas decisões precisam sobreviver ao tempo.
Registros existem para permitir que o contexto seja reconstruído. Eles preservam continuidade, demonstram raciocínio e tornam a operação capaz de explicar por que agiu de determinada forma.
